As equipes de atenção domiciliar implantadas pelo Governo
da Bahia no Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em Jequié, já contabilizam
709 admissões de pacientes.
O Serviço pioneiro de Internação Domiciliar completou
5 anos de funcionamento no último dia 24 de novembro, data na qual foi admitida
dona Ermezina Maria de Jesus, de 78
anos, em 24/11/2008.
O HGPV possui duas equipes com capacidade para
internar até 60 pacientes, uma EMAD (Equipe Multiprofissional de Atenção
Domiciliar) com 2 médicos, 1 enfermeira assistencial e 4 técnicos de enfermagem;
e uma EMAP (Equipe Multiprofissional de Apoio) com 1 assistente social, 1 fisioterapeuta,
1 nutricionista, 1 fonoaudióloga, 1 enfermeira gerencial, 1 assistente administrativo
e 2 motoristas.
De
acordo com a enfermeira coordenadora do Serviço, Sheila Souza, as visitas realizadas pelas equipes obedecem ao plano terapêutico individual,
o qual é elaborado semanalmente pelas equipes, "atualmente estamos com 40
pacientes internados em seus domicílios", conclui.
O
que é Internação Domiciliar?
É o conjunto de atividades prestadas no domicílio a pessoas clinicamente
estáveis que exijam intensidade de cuidados acima da modalidade ambulatorial,
mas que possam ser mantidas em casa, por equipe exclusiva para este fim.
Qual
o objetivo de internar o paciente no domicílio?
Promover a desospitalização, através do processo de
alta assistida;
Melhorar a qualidade de vida do paciente;
Promover o cuidado humanizado;
Diminuir o risco de infecções;
Resgatar a autonomia do paciente/família;
Capacitar o paciente/cuidador para o
auto-cuidado.
O
que acontece após a alta da ID?
Após a alta da ID, o paciente deverá ser acompanhado pela equipe de
saúde da família ou unidade básica de saúde da localidade onde o mesmo reside.
Orientações
para recuperação do paciente:
Seguir as orientações recomendadas pelos
profissionais da equipe ID para cada paciente;
Obedecer rigorosamente os horários
estabelecidos pela equipe para uso das medicações;
Seguir na medida do possível as orientações
sobre a dieta alimentar, evitando possíveis problemas, tais como: desconforto
abdominal, distensão por gases, diarreia, vômitos e outros desconfortos;
Evitar orientações de terceiros;
Manter ambiente doméstico limpo e arejado;
Esclarecer dúvidas sobre o tratamento e cuidado
com o paciente sempre com a equipe de ID durante a visita domiciliar.
Perfil
para inclusão do paciente no ID:
Portadores de doenças crônico-degenerativas
agudizadas;
Portadores de patologias que necessitem de
cuidados paliativos;
Portadores de incapacidade funcional,
provisória ou permanente;
Possuir cuidador em condições.
Critérios de exclusão
Pacientes com:
Necessidade de ventilação mecânica;
Necessidade de monitorização contínua;
Necessidade de enfermagem intensiva;
Necessidade de propedêutica complementar com
demanda potencial de realização de vários procedimentos diagnósticos em sequência
com urgência;
Necessidade de tratamento cirúrgico em
caráter de urgência;
Que não tenham cuidador contínuo
identificado.
Pacientes em uso de medicação complexa com
efeitos colaterais potencialmente graves, ou de difícil administração.

SR DIRETOR
ResponderExcluirE AMIGO GILMAR:
Até porque concordo com este sistema domiciliar, pois possibilita o paciente está constantemente com seus entes queridos. Mais a assistência profissional, precisa ser diária, como também obter aquisição de cama, e até outros utensílios, pois tem pessoas que não tem nenhuma condição de comprar. Mais repito! é um bom Projeto, precisa o governo federal estadual e municipal, ampliar os recursos. Este Programa ainda está muito tímido. Esta é minha opinião! - JOSÉ PAIVA