A ação Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco (ACCR), implantada na Emergência Geral do Hospital Prado Valadares, em Jequié, pela enfermeira Claudia Tetê, foi premiada em 6º lugar pelo Governo da Bahia, através da Secretaria da Administração no Prêmio Boas Práticas de Trabalho no Serviço Público.
O título foi recebido pela enfermeira Claudia Tetê em solenidade realizada no Teatro Castro Alves, em Salvador, durante as comemorações do dia você servidor.
Para o diretor do Prado Valadares, Gilmar Vasconcelos, o terceiro título consecutivo recebido por servidor do hospital, demonstra reconhecimento do Estado ao bom trabalho desenvolvido na Unidade. “O primeiro título foi concedido a mim pela implantação em parceria com a Dra. Jackeline Guidoux da Linha do Cuidado à Mama, em 7º lugar; o segundo à Terapeuta Ocupacional Nathali Santana, pela implantação do Programa Humanizar da Admissão à Alta Hospitalar na Pediatria, em 1º lugar; e agora o terceiro à Enfermeira Claudia Tetê pela implantação do Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco, em 6º lugar”, disse.
Até maio de 2007 os usuários do SUS que procuravam atendimento no HGPV eram recebidos pelo porteiro ou pelos funcionários do setor de registro, não havia quem organizasse o processo de trabalho; a ordem de atendimento pelo médico/equipe, em regra, era a de chegada ao serviço. Os usuários faziam queixas na imprensa local relacionadas à demora no atendimento, havia pacientes que apresentavam riscos de morte e muitas vezes eram atendidos depois de outros com menor risco. O Acolhimento com Classificação de Risco resolveu isto.
# Decisão e desafio
Ao assumir a gestão do hospital a direção geral buscou diagnosticar a situação problema e foram realizados estudos sobre a Política Nacional de Humanização (PNH), quando foi identificado dispositivo que poderia melhorar o processo de trabalho na porta de entrada do hospital. Em maio de 2007 foram realizadas reuniões com os enfermeiros para discutir sobre as estratégias de implantação da ação, o que não foi aceito, por considerarem um risco para os funcionários o corpo-a-corpo na porta de entrada com os usuários, pois tinham medo de serem agredidos pelos usuários. Diante do impasse a enfermeira Claudia Tetê se dispôs a enfrentar o desafio para tentar sensibilizar os demais enfermeiros de que a proposta seria viável.
# Objetivos
Reduzir o risco de mortes evitáveis; extinguir a triagem por porteiro ou funcionário não qualificado; priorizar atendimento de acordo com critérios clínicos e não por ordem de chegada; realizar encaminhamento responsável, com garantia de acesso à rede de atenção e aumento da eficácia do atendimento através de contra-referência; reduzir o tempo de espera; detectar casos que provavelmente agravarão se o atendimento for postergado; reduzir ansiedade e aumentar a satisfação dos profissionais e usuários; melhoria das relações interpessoais; padronizar condutas; coletar dados confiáveis; conhecer o perfil dos pacientes atendidos; realizar educação em saúde; otimizar os serviços de saúde e cumprir os princípios do SUS, especialmente o da equidade.

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