segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Alta complexidade do HGPV faz a diferença

O funcionamento efetivo e sincronizado dos serviços do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) em Jequié, inclusive os de alta complexidade, demonstram melhoria da qualidade da assistência. “A mudança é visível, o atendimento prestado à criança LNR de 9 anos, vítima de TCE grave por arma de fogo em 24 de agosto demonstra isto”, avalia Gilmar Vasconcelos, diretor do HGPV.
De acordo com Gilmar Vasconcelos o HGPV está estruturado para responder às demandas da grande emergência, com isto evitou o óbito desta criança e de muitos outros que já foram beneficiados com os avanços do hospital.
A criança LNR teve seu cérebro transpassado por um cano de espingarda ao se envolver em acidente provocado por ela própria, ao improvisar, de forma artesanal, uma arma de fogo, tendo a detonação lançado o cano que atingiu a sua cabeça.
“O corpo estranho metálico, com local de inserção em sentido póstero-anterior, infra para supra-tentorial deixou várias esquírolas ósseas no seu trajeto e chegou a lesar a região do trigono ventricular esquerdo, tendo ainda transpassado o tentório com trajeto anterior ao IV ventrículo e tronco cerebral”, explicou o neurocirurgião do HGPV, José Schulte.
A vítima chegou ao HGPV através do SAMU em estado grave (Escala de Glasgow 05), foi recebido pela equipe da Linha Vermelha sob os cuidados do médico emergencista Tasso Barberino e do enfermeiro Diego, os quais prestaram o atendimento de emergência e conduziu à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após isto realizou tomografia e em seguida foi encaminhada ao Centro Cirúrgico para Neurocirurgia.
O procedimento neurocirúrgico durou 2h20min, com retirada do projétil, hemóstase exaustiva, plastia dural (utilizando substituto de dura e cola biológica), recolocação e fixação do retalho ósseo com pinos de titânio e colocação de DVE + PIC, quando retornou à UTI, onde permaneceu por 12 dias, 8 sob ventilação mecânica.
Em 05 de setembro foi transferido para a Unidade Pediátrica, onde permaneceu até dia 11 de setembro sob cuidados multiprofissionais e multidisciplinares prestados por psicólogo, nutricionista, assistente social, neurologista, neurocirurgião, pediatra, terapeuta ocupacional, técnicos de enfermagem, enfermeiros, dentre outros, quando saiu de alta hospitalar com consulta ambulatorial de retorno marcada para o dia 30 de setembro, com neurocirurgião.
Neste momento LNR está se reinserindo no convívio familiar e social, devido às seqüelas deixadas pelo acidente, principalmente coordenação motora e visão, que recuperou parcialmente até então.
Os pais de LNR estão muito satisfeitos com o tratamento prestado pelo HGPV ao seu filho, os quais parabenizaram os gestores pelas melhorias realizadas no hospital. “Meu filho nasceu de novo”, comemorou o pai da criança, Roberto Rodrigues.
“Esse é mais um caso inédito no HGPV e que merece ser noticiado”, disse o diretor da UTI do HGPV, Luiz Claudio Rezende.
O HGPV realiza em média 30 mil procedimentos ambulatoriais e 800 internações mensais, é um hospital de grande porte de referência estadual, pertencente à Rede Própria de Hospitais do Sistema Único de Saúde da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia.

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