sábado, 24 de janeiro de 2009

NOTA DE ESCLARECIMENTO - 24/01/09

O Hospital Geral Prado Valadares foi citado várias vezes na última semana pelo Repórter da 95 FM Junior Mascote, quando denunciava sucateamento de veículos da frota do Hospital e deficiências no tratamento de pacientes por conta do não funcionamento de uma centrífuga refrigerada que produz plaquetas.
Sobre o primeiro ponto esclarecemos que não há veículos sucateados nem abandonados, um aguarda os trâmites legais para conserto (licitação), pois uma das características peculiares desta gestão é o rigor da transparência no uso do dinheiro do povo. Nenhum paciente tem ficado com assistência prejudicada por conta de veículo, temos três ambulâncias em perfeito estado de conservação e em atividade plena das quais duas são novas (6 meses de uso) além de uma UTI Móvel também nova e em perfeito estado de conservação.
Sobre o segundo ponto temos a esclarecer que assim como outros equipamentos antigos e ultrapassados, sucateados, esta centrífuga faz parte do rol desse tipo de equipamento e o estado da Bahia está finalizando compra de centrífugas novas e já está solicitada e confirmada que uma virá para a UCT de Jequié, enquanto isso a HEMOBA tem procurado fazer os consertos necessários e possíveis. Mas é importante dizer que não há nenhuma perda para o paciente em receber plaquetas de sangue centrifugado em Jequié, Salvador ou outra cidade, o importante é ter a plaqueta na hora certa, na quantidade certa e com a indicação certa, acho desnecessária a preocupação e supervalorização deste detalhe pelo repórter, pois este tempo direcionado à sensibilização para o combate ao mosquito da dengue renderia melhores e maiores resultados.
Cabe esclarecer ainda que o índice de letalidade da dengue hemorrágica é estimado em 10%, isso quer dizer que de cada 10 paciente que tem dengue hemorrágica 1 pode ir a óbito, e diariamente temos no Prado Valadares uma média de 19 pacientes internados com sinais e sintomas da Dengue Hemorrágica e a taxa de óbito pela doença está muito abaixo do índice esperado, isto é sinal de que a assistência hospitalar está sendo eficaz.
Esclarecemos ainda que Caso confirmado de febre hemorrágica da dengue é o caso confirmado laboratorialmente e com todos os seguintes critérios presentes:
a) Febre ou história de febre recente de sete dias.
b) Trombocitopenia (≤100.000/mm3 ou menos).
c) Tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou púrpuras, sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal e outros.
d) Extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por:
» hematócrito apresentando um aumento de 20% (adulto) e 10% (criança) sobre o basal na admissão;
» queda do hematócrito em 20%, após o tratamento adequado;
» presença de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia.
Os pacientes citados acima apresentam todos os critérios citados nas letras a, b, c e d. E a confirmação é feita pelo PIEJ através de sorologia para fechamento do caso.
Aproveitamos para informar que o HGPV é referência regional para diagnóstico e tratamento de Dengue Hemorrágica e as pessoas que estão em outras Unidades Hospitalares têm pedido para ser transferidas para o HGPV, mas infelizmente já estamos atendendo acima da lotação máxima e não poderemos nos responsabilizar pela assistência de toda a demanda regional de pacientes que podem ser tratados em outras unidades Hospitalares.
Entendemos que essa procura pelos serviços do HGPV tem sido pela melhora geral dos serviços e da confiança resgatada pelo Hospital.
Falando especificamente sobre o tratamento da FHD o HGPV montou uma Unidade Específica para Suporte à Epidemia de Dengue com equipe capacitada e multiprofissional, composta por enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, dentre outros, além de implantar protocolo adequado de diagnóstico e tratamento e disponibilizar em quantidade e qualidade tudo que é necessário para um trabalho de excelência, a exemplo de material médico hospitalar, serviços de laboratório, bioimagem (Raio-x e Ultrassonografia), hemocomponentes (plaquetas por exemplo), soros, albumina e outras medicações, além do suporte de UTI.

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