domingo, 11 de janeiro de 2009

HOSPITAL GERAL PRADO VALADARES É REFERÊNCIA REGIONAL PARA DENGUE HEMORRÁGICA

O Hospital Geral Prado Valadares reorganizou seus Serviços Assistenciais para dar Suporte à Epidemia de Dengue de Jequié, em especial aos casos da Febre Hemorrágica da Dengue e Dengue Clássica com Complicações. O HGPV está integrado à rede assistencial, enquanto unidade de saúde de referência para casos graves da doença de acordo com o fluxo de atendimento aos pacientes e possui Plano de Contingência para situações de epidemia (com planejamento de necessidades de leitos e instalações de UTI, insumos, medicamentos, veículos, equipamentos e pessoal).
Além disso, o HGPV desenvolveu ações para Melhoria da Qualidade da Assistência ao Paciente, por exemplo:
1.    Implantou no Hospital protocolo padronizado de assistência ao paciente com dengue;
2.    Capacitou profissionais de saúde do hospital (Médicos, Enfermeiros, Auxiliares de Enfermagem e demais categorias profissionais envolvidas na assistência) para realização do diagnóstico e manejo clínico dos pacientes com suspeita de Dengue;
3.    Classifica o risco de todos os pacientes que entra no Hospital além de fazer estadiamento dos casos suspeitos de Dengue, para isto foi criado Fluxograma de atendimento ao paciente com Dengue;
4.    Notifica todos os casos suspeitos de dengue e informa à Vigilância Epidemiológica Municipal de Jequié ou outro município de origem, para que façam a investigação que é de responsabilidade dos municípios;
5.    Atende e/ou referencia os pacientes para outros níveis da atenção de acordo com o estadiamento de cada caso e grau de complicação;
6.    Acompanha evolução clínica de caso suspeito de Dengue, com inserção em prontuário de todas as informações possíveis para um diagnóstico precoce e assistência adequada;
7.    Realiza exames laboratoriais de acordo com o exigido pelo estadiamento/protocolo, para o monitoramento dos casos de dengue assistidos pelo hospital;
8.    Em Implantação do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) do Prado Valadares;
9.    Divulga número de casos notificados com suspeita de Dengue no hospital diariamente;
10. Implantou unidade especializada, com 13 leitos equipados com bomba de infusão, exclusiva para tratamento de paciente com Dengue Hemorrágica e Clássica com Complicações, com equipe multiprofissional capacitada e específica, sob o comando da Médica de Referência do Hospital Prado Valadares para Dengue, Drª. Fernanda Dalla Costa;
11. Definiu Fluxo do paciente com suspeita de dengue no Hospital.
CAPACITAÇÕES
Em 17/12/08 ocorreu atualização em diagnostico e manejo clínico de paciente com dengue no HGPV com a participação da Sanitarista Akemi Chastinet da DIVEP e do médico infectologista Dr. Julio Guzmán, referência estadual em dengue. Esta capacitação foi direcionada a médicos e enfermeiros do Hospital e foi solicitada pela direção da unidade, quando se capacitou 42 profissionais de saúde do Prado Valadares.
Na tarde de ontem 10/01 foi realizada outra atividade de Educação Permanente de profissionais envolvidos na assistência ao paciente com Dengue no ambiente hospitalar, ministrada pela médica de referência em dengue do Hospital Prado Valadares – Drª. Fernanda Dalla Costa, tendo capacitado enfermeiros, médicos e auxiliares de enfermagem, além de estudantes de enfermagem.
NÚMERO DE CASOS
O serviço de classificação de risco do HGPV tem monitorado o número de casos de dengue que dão entrada diariamente na emergência da unidade. Conforme observa-se no gráfico o número de casos tem aumentado nos últimos dias, chegando a 30 casos por dia. É importante informar que nessa última semana os casos não estão restritos apenas ao bairro do Joaquim Romão, no dia de ontem foram notificados 03 casos suspeitos de dengue de residentes do Jequiezinho  e 01 do Mandacaru. Salienta-se que existem casos suspeitos de dengue hemorrágica dos municípios de Apuarema e Ipiaú.
Hoje, 11/01 existem 20 pacientes internados no HGPV com diagnóstico de Febre Hemorrágica do Dengue (FHD), entre os quais 09 crianças e 11 adultos, sendo que um dos adultos evolui em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Gráfico:
Fonte: SAME/Classificação de Risco/HGPV 
INFORMAÇÕES SOBRE A DOENÇA
Dengue não é uma doença/virose benevolente, ela possui uma apresentação clínica variada, consequentemente, graus variáveis de letalidade. Atualmente observa-se no Brasil uma taxa de letalidade média de aproximadamente 10% em pacientes acometidos por Febre Hemorrágica do Dengue. É uma doença sistêmica, e seu alvo é a célula endotelial, tem repercussão em vários órgão ou sistemas.
A dengue hemorrágica não é conseqüência de uma dengue clássica mal tratada. A dengue hemorrágica será hemorrágica desde o início, daí a necessidade do diagnóstico precoce.
Dengue: população de risco
Ø  Portadores de hipertensão arterial, diabetes, doenças auto-inunes, anemia falciforme e outras hematologias crônicas, doença pulmonar obstrutiva crônica, usuários de anti-agregantes plaquetários, imunosupressores, doenças ácido-pépticas, renal crônica e doenças severas do sistema cardiovascular.
Ø  População de risco: Crianças, idosos, gestantes
Dengue: Sinais de Alerta
Ø  Dor abdominal intensa e contínua;
Ø  Vômitos  frequêntes e abundantes;
Ø  Diminuição brusca  da temperature, para hipotermia;
Ø  Agravamento do estado geral  lipotimia, irritabilidade, sonolência ou ambos.
Dengue: Sinais de Perigo (3º - 5º dia)
Ø  Diminuição ou desaparecimento da febre;
Ø  Dor abdominal;
Ø  Derrame pleural;
Ø  Ascite;
Ø  Vômitos (mais frequêntes);
Ø  Aumento do Hematócrito;
Ø  Hipotensão;
Ø  Estreitamento de pressão de pulso;
Ø  Choque;
Ø  Hematêmese;
Ø  Hemorragia pulmonar.
Dengue: Criterios de Hospitalização
Ø  Presença de sinais de alerta;
Ø  Sangramento importante (Hematemeses, melena, epistaxes, etc.);
Ø Plaquetopenia menor de 100.000, Hematócrito aumentado acima de 20% do  valor basal e presença de Derrames Pleural ou Abdominal;
Ø  Queda do estado geral;
Ø  Vômitos frequentes;
Ø  Dificuldade de acesso a Unidade de Saúde;
Dengue: Critérios de Alta
Ø  Bom estado geral;
Ø  Aumento das plaquetas e dimunuição do hematocrito;
Ø Estabilização pressão arterial e da temperatura;
Ø Ausencia de sangramentos;
Ø  Recuperação do apetite.
ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO SOBRE OS CUIDADOS
Ø  Eliminar os criadouros: não deixe água parada;
Ø  Se apresentar febre e mais 02 sintomas (dor de cabeça e dores no corpo, etc) procure uma unidade de saúde mais próxima da sua residência;
Ø  Os salicilatos (AAS e outros que contenha acido acetil salicílico) não devem ser administrados, pois podem causar sangramentos;
Ø  Todos os pacientes (adultos e crianças) devem retornar imediatamente em caso de aparecimento de sinais de alarme;
Ø  O desaparecimento da febre (entre o segundo e o sexto dia de doença) marca o início da fase crítica, razão pela qual o paciente deverá retornar para nova avaliação no primeiro dia desse período;
Ø  Quando atendido solicitar o “Cartão de Identificação do Paciente com Dengue disponibilizado na unidade básica de saúde;
Ø  Os medicamentos orientados para uso são: Dipirona e Paracetamol;
Ø  Os antiinflamatórios não hormonais (ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida) e drogas com potencial hemorrágico não devem ser utilizados;
Ø  Hidratação oral - Por exemplo, para um adulto de 70 kg, orienta-se usar:
¥  1o dia: 80mL/kg/dia - aproximadamente 6 Litros.
ü  Período da manhã: 1 L de SRO e 2 L de líquidos caseiros
ü  Período da tarde: 0,5 L de SRO, 1,5 L de líquidos caseiros e
ü  Período da noite:0,5 L de SRO e 0,5 L de líquidos caseiros
¥  2o dia: 60mL/kg/dia - aproximadamente 4 Litros, distribuídos ao longo do dia, de forma semelhante.
ü  A alimentação não deve ser interrompida durante a hidratação, mas administrada de acordo com a aceitação do paciente
ü  Não existe contra-indicação formal para o aleitamento materno
SRO = Soro de Reidratação Oral
Líquidos caseiros pode ser leite, sucos, chás, água, água de coco.

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