Médicos e enfermeiros do Hospital Geral Prado Valadares e da rede conveniada ao SUS, participaram na tarde de 17/12, no auditório da unidade, de atualização em diagnóstico e manejo clínico de paciente com dengue. O evento teve o apoio da diretoria de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria da Saúde do Estado, contou com a participação da sanitarista Akemi Chastinet, da Divep e do Médico Infectologista Dr. Julio Guzmán da SMS de Ilhéus, Hospital Luiz Viana Filho e Universidade Estadual de Santa Cruz.
Drª. Akemi que apresentou a situação atual da dengue na Bahia e o Dr. Julio explanou sobre a importância do diagnóstico com avaliação clínica e epidemiológica de casos de dengue e manejo clínico do paciente, chamou atenção para a importância do estadiamento dos casos com reconhecimento precoce dos sinais de alerme, do contínuo monitoramento, reestadiamento e da pronta reposição hídrica.
Dr. Julio L. Diaz Guzmán (natural e com formação em Cuba) completa, dizendo que se faz necessária a revisão da história clínica, acompanhado do exame físico completo a cada reavaliação do paciente, com o devido registro em prontuário.
De acordo com dados da Divep, foram notificados 35.972 casos de dengue no Estado até a primeira semana de dezembro, correspondendo a um aumento de 162% em relação ao mesmo período de 2007, que foi de 13.685. Em relação a formas graves da doença, foram confirmados 234 casos e 14 óbitos. Em Salvador, foram registrados 3.412 casos suspeitos de dengue, sendo 49 do tipo grave e dois óbitos.
A Médica Diretora da Urgência Drª. Fernanda Dalla Costa considera que esta capacitação foi muito importante para o aperfeiçoamento dos profissionais do Hospital para dar conta de um tratamento de qualidade aos pacientes acometidos pela Dengue que chegam ao Prado Valadares.
O diretor do HGPV, Gilmar Vasconcelos, afirma que a dengue constitui-se, hoje, em sério problema de saúde pública, especialmente nos países tropicais, onde as condições ambientais favorecem o desenvolvimento e a proliferação do principal vetor da doença, o Aedes aegypti. "A atual situação epidemiológica e entomológica do agravo na Bahia impõe a necessidade de reestruturar a rede assistencial para o diagnóstico precoce e o traramento adequado dos casos suspeitos, garantindo a oportunidade e a qualidade da assistência aos pacientes que venham a apresentar formas graves da doença", pontuou Vasconcelos.

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